Muitas dúvidas alimentares surgem quando o momento de disputar uma prova se aproxima. É possível cuidar da alimentação corretamente em apenas uma semana? Devemos alterar nossos hábitos, priorizando alimentos que dão mais energia? O que devemos incluir e o que é preciso eliminar de nosso cardápio?
Para responder a tantas perguntas, conversamos com a nutricionista Tânia Rodrigues, da RGNutri, que esclareceu os principais pontos que devem ser considerados pelos esportistas.
Logo de início, é bom saber que sim, é possível organizar uma dieta apropriada em uma semana, visando a melhora na performance. Para funcionar bem, é importante que todos os grupos alimentares estejam incluídos neste plano alimentar, de maneira equilibrada. “Na semana que antecede as competições, deve haver equilíbrio entre o consumo de carboidratos, de proteínas e de gorduras (em quantidades reduzidas), sem a necessidade de restringir alimentos”, explica Tânia. Outra dica importante é fracionar as refeições em 5 ou 6 porções diárias, divididas em café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e uma eventual ceia.
Procure fazer algumas alterações no cardápio, visando exatamente um melhor equilíbrio dos grupos indicados e a redução no consumo de gordura. Substitua a pizza por um espaguete ao sugo, troque a picanha com farofa por filé grelhado e batatas assadas ou, ainda, prefira um sanduíche preparado com queijo branco e peito de peru, ao invés do hambúrguer. Isso tudo permitirá um armazenamento de glicogênio muscular suficiente para evitar ganho de gordura corporal nestes dias de diminuição natural na intensidade de treinos, já que o foco é poupar esforços para a disputa.
Para o dia da prova, há mais cuidados a se tomar. “Na refeição que antecede a prova deve-se evitar alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, frutas com casca ou bagaço, verduras e legumes crus”, orienta a nutricionista. Eles podem acelerar o trânsito intestinal e provocar desconforto durante a prova. “Os carboidratos (massas, pães e arroz) devem ser priorizados e a ingestão de proteínas como o leite, queijos, carnes e ovos, deve ser diminuída”, completa Tânia Rodrigues.
É sempre importante ter em mente que o preparo nutricional adequado para os treinamentos e competições deve ser feito de maneira gradual, desde o início do plano de treinos. A indicação é de seja seguido por um período médio de três a seis meses, sem variações bruscas demais. Manter a estabilidade na alimentação é tão importante quanto não deixar de treinar.
Fonte: Revista O2